My PlayList

sábado, 20 de abril de 2013

O mal do Século é a solidão – Por Adriana Lordelo



E de pensar que me sinto sozinha no meio da multidão, no meio dos amigos, no meio do mundo, no meio de tudo.
Nas musicas que escuto busco a companhia, nos livros que leio as palavras de conforto e mesmo assim a solidão resolveu me fazer companhia.
A temida solidão que entra pela porta dos meus sentimentos e se instala dentro de mim, como se fosse dona do meu corpo, da minha alma, da minha vida.
Trazendo um vazio imenso... A solidão não é uma inversão e sim uma condição requerida, própria do meu ser.

                       Adriana Lordelo.


  — Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... 
Isto é carência. Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma. (“Solidão” — Chico Buarque).






O mal do século é a solidão
Cada um de nós imerso em sua própria arrogância
Esperando por um pouco de afeição...(Renato Russo)



sábado, 6 de abril de 2013

Definição - Saudade!


 “Saudade dá, sempre dá, mas a gente disfarça, dorme, toma um café e finge que esquece.”

Tudo Mudou — Por Luís Fernando Veríssimo.




“O rouge virou blush. O pó-de-arroz virou pó-compacto. O brilho virou gloss. O rímel virou máscara incolor. A Lycra virou stretch. Anabela virou plataforma. O corpete virou porta-seios. Que virou sutiã. Que virou silicone. A peruca virou aplique… interlace… megahair… alongamento. A escova virou chapinha. ‘Problemas de moça’ viraram TPM. Confete virou MMs. A crise de nervos virou estresse. A purpurina virou gliter. A tanga virou fio dental. E o fio dental virou anti-séptico bucal. Ninguém mais vê: O à-la-carte porque virou self-service. A tristeza agora é depressão. O espaguete virou miojo pronto. A paquera virou pegação. A gafieira virou dança de salão. O que era praça virou shopping. A areia virou ringue. O LP virou CD. A fita de vídeo é DVD. O CD já é MP3. É um filho onde eram seis. O álbum de fotos agora é mostrado por e-mail. O namoro agora é virtual. A cantada virou torpedo. E do ‘não’ não se tem medo. O break virou street. O samba, pagode. O carnaval de rua virou Sapucaí. O folclore brasileiro, halloween. O piano agora é teclado, também. O forró de sanfona ficou eletrônico. Fortificante não é mais Biotônico. Polícia e ladrão virou Counter Strike. Fauna e flora a desaparecer. Lobato virou Paulo Coelho. Caetano virou um pentelho. Elis ressuscitou em Maria Rita. Raul e Renato. Cássia e Cazuza. Lennon e Elvis. A AIDS virou gripe. A bala antes encontrada agora é perdida. A violência está maldita. A maconha é calmante. O professor é agora o facilitador. As lições já não importam mais. A guerra superou a paz. E a sociedade ficou incapaz. De tudo. Inclusive de notar essas diferenças.”



quinta-feira, 4 de abril de 2013

Por — Martha Medeiros






Se me perguntarem qual o sentimento que considero mais bonito
ou mais importante, vou abrir um sorriso e dizer: O correspondido.